Mais do que ter muitas parcelas

O superendividamento possui um conceito legal específico. Ele envolve o consumidor pessoa física de boa-fé que não consegue pagar o conjunto das dívidas de consumo sem comprometer o mínimo necessário à sua subsistência.

A dificuldade deve ser examinada a partir da situação concreta. Referência: Ministério da Justiça.

Organize renda, despesas e dívidas

Comece por uma lista das fontes de renda e dos compromissos mensais. Separe despesas de moradia, alimentação, saúde e outras necessidades do núcleo familiar.

Depois, registre credores, contratos, parcelas, vencimentos e valores informados. Inclua dívidas em atraso e compromissos ainda não vencidos.

A organização ajuda a mostrar como o orçamento está sendo comprometido.

Nem toda dívida integra o tratamento

O procedimento não reúne indiscriminadamente todas as obrigações. A legislação estabelece condições e exclusões que precisam ser verificadas na análise.

A Lei 14.181/2021 prevê instrumentos de prevenção e tratamento, incluindo repactuação nas hipóteses aplicáveis. Referência: Lei 14.181/2021.

Não existe um valor único que resolve a questão

O total da dívida precisa ser relacionado à renda e às despesas. Pessoas com valores semelhantes podem estar em situações muito diferentes.

Também não se deve presumir que qualquer dívida elevada será reduzida ou incluída em um plano.

A avaliação começa com informação real

Contratos, faturas e comprovantes permitem examinar os requisitos e as alternativas. A finalidade é compreender o quadro e avaliar um tratamento adequado às obrigações abrangidas.

Leitura relacionada: “Dívida empresarial e superendividamento pessoal: por que separar os caminhos”.

Este conteúdo tem caráter informativo. A aplicação das informações depende dos documentos e das particularidades de cada caso.
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